terça-feira, 8 de novembro de 2016

Previdência: Padilha diz que reforma será dura e terá corte de aposentadoria e pensão

Em pensões, família terá direito a 50% do benefício, mais 10% por dependente


O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira que o governo vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta de reforma da Previdência “dura”, em relação ás regrais atuais. Além da fixação de idade mínima de 65 anos, o texto a ser encaminhado aos parlamentares neste ano prevê corte no valor da aposentadoria e da pensão — atualmente integrais. No caso da pensão, a família da viúva ou do viúvo teria direito a 50% do benefício, mais 10% por dependente, no limite de 100% — sem reversão de quota. Ou seja, assim que os filhos completarem 21 anos, a quota se extingue. Padilha destacou que o objetivo é colocar o Brasil no mesmo rumo adotado por outros países.
Mesmo assim, admitiu o ministro, a reforma não será suficiente para zerar o déficit da Previdência Social porque isso exigiria triplicar o valor das contribuições dos empregadores e trabalhadores. Significaria retirar de imediato R$ 200 bilhões da sociedade, disse Padilha. Em 2015, o rombo previdenciário foi R$ 86 bilhões; deverá fechar este ano na casa dos R$ 150 bilhões e poderá atingir R$ 200 bilhões em 2017.
— Vamos ter que fazer uma reforma da Previdência responsável. Vai zerar o déficit? Não. Mas vamos ao limite possível (...). Será uma reforma dura pelos padrões atuais — destacou o ministro durante evento da Fundação Ulysses Guimarães.
Ele disse que o presidente Michel Temer está repassando "virgula por vírgula" a proposta desenhada pelos técnicos e que assim que o texto for finalizado, será enviado ao Congresso. A intenção do Executivo é aprovar a reforma na Câmara e no Senado no primeiro semestre de 2017.

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