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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Juízes repudiam Pimentel por ‘justiceiros travestidos de magistrados’

Principal entidade da toga, a Associação dos Magistrados Brasileiros avalia que governador de Minas insinuou 'que falta sobriedade e contenção nos procedimentos judiciais'


Os juízes estão inconformados com o que classificam de ‘uma afronta’ à magistratura por parte do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT). Em nota pública, a principal entidade da categoria, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), repudiou enfaticamente na quarta-feira, 9, manifestação do petista durante a tradicional solenidade de entrega da Medalha Santos Dumont, na segunda-feira, 7.
No evento, realizado no interior de Minas, Fernando Pimentel – alvo da Operação Acrônimo por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro -, afirmou. “Na democracia não pode e nem deve haver espaço para messianismos, para o surgimento de super-heróis, de justiceiros travestidos de magistrados.”
O petista não citou nomes, mas sua fala provocou a mobilização da entidade que agrega mais de 15 mil magistrados em todo o País.
Em nota pública, a AMB declarou repúdio à manifestação de Pimentel. Para os juízes, ele ‘afrontou’ a toga.
“A isenção no trabalho dos juízes é um dos pilares do Estado Democrático e preservar os direitos individuais dos cidadãos é um dos princípios da atuação jurisdicional”, diz o texto.
“A declaração do chefe do executivo daquele Estado insinua que falta ‘sobriedade e contenção nos procedimentos judiciais’, o que é uma afronta à magistratura nacional.”
Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros, ‘não é novidade que o Poder Judiciário tem sido clamado para resolver a crise política brasileira’.
“Seja em operações como Lava Jato, Zelotes ou Acrônimo, esta em que o governador Pimentel é alvo de investigação, ou no trabalho diário de 18 mil togados nos mais distantes fóruns do Brasil, a magistratura tem agido com isenção e dentro dos princípios constitucionais”, diz a nota pública, subscrita pelo presidente da entidade, João Ricardo Costa.
Na avaliação de João Ricardo, ‘o avanço das investigações contra a corrupção tem apontado a participação de importantes autoridades, o que explica tamanha pressão sobre a Justiça brasileira’.
Ele mandou um recado àqueles que atacam a magistratura. “A AMB continuará vigilante para garantir a autonomia necessária ao exercício jurisdicional e não admitirá a desqualificação e nenhum tipo de ataque aos juízes brasileiros.”

FONTE : ESTADÃO

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

João Alberto vai engavetar representação de juízes contra Renan


O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA) vai engavetar o pedido de magistrados para que o presidente da Casa, Renan Calheiros, seja investigado por ter chamado de “juizeco” o juiz Vallisney de Souza Oliveira.
Aliado de Renan, o senador João Alberto diz que a ação dos juízes “não tem menor sentido” e taxou-a de “midiática”.
Foi o juiz Vallisney quem determinou a devassa em dependências do Senado, na Operação Métis da PF, para apreender equipamentos e prender quatro agentes legislativos acusados de “proteger” senadores que estão na mira da Lava Jato.
FONTE : flipboard

Protógenes se compara a Moro e pede ao STF revisão criminal e indenização


O ex-deputado e ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que reside atualmente na Suíça, entrou no Supremo Tribunal Federal com uma ação de revisão criminal e pedido de indenização.
No pedido à Corte máxima, por meio de seu advogado, Protógenes se compara a Sérgio Moro e atribui ao juiz da Lava Jato ‘vazamentos intencionais’ de dados da grande operação.
Ele sustenta que, assim como o magistrado que mandou para a cadeia empreiteiros, doleiros, políticos e ex-dirigentes da Petrobrás, sempre agiu ‘no interesse público e dos brasileiros’.

Protógenes alega ter havido ‘erro judicial’ no processo em que foi condenado a uma pena de dois anos e oito meses de prisão por quebra de sigilo funcional no âmbito da Satiagraha – investigação deflagrada em 2008 sobre o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, arquivada por ordem do Superior Tribunal de Justiça.
A pena imposta a Protógenes foi convertida em restritiva de direitos, prestação de serviços e trabalhos comunitários. A Justiça impôs a ele, também, perda do cargo de delegado federal e dos direitos políticos por oito anos.
Representado pelo advogado criminalista e constitucionalista Adib Abdouni, o ex-delegado pede ao Supremo que anule a ação penal que o condenou.
“Fato é que a conduta reprovável apontada pode, perfeitamente, ser atribuída tanto a Protógenes, que perdeu o cargo de Delegado de Polícia Federal por ter, em tese, violado sigilo funcional, como ao juiz Sérgio Moro, condutor no Judiciário da Operação Lava Jato”, sustenta o advogado.
O defensor do ex-delegado da PF diz que em 22 de setembro de 2016 a Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região manteve por 13 votos a 1 a decisão de arquivamento da representação contra Moro – o juiz teria dado publicidade a grampos da Polícia Federal que pegaram conversas dos ex-presidentes Lula e Dilma, em março de 2016.
“Um dos fundamentos mais fortes no voto do relator da ação (no TRF4) é a tese do interesse público, de que o juiz (Moro) vazou as conversas referidas em nome do interesse público, interesse do povo, para fazer cessar a obstrução da justiça, que pretendia o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.”
“Neste sentido, é mais que sabido que o ínclito magistrado Sérgio Moro se utilizou dos vazamentos intencionalmente, a nosso ver para garantir a investigação criminal, do mesmo modo que Protógenes, e que fique claro que somente o que se pretende com a presente revisão é o mesmo tratamento, pois ambos agiram para o interesse público, interesse da nação, interesse do povo brasileiro”, assinala a defesa do ex-delegado da PF.
“A situação política do País hoje é idêntica à época da Satiagraha”, insiste a defesa. “A corrupção deflagrada na Operação Lava Jato já vem de muito tempo, muitos de seus protagonistas já faziam parte da Satiagraha, ou já estavam ligados a todo este cenário político que estourou agora, tais como banqueiros, políticos, empresários.”
Protógenes quer receber, a título de indenização, ‘todos os direitos, prerrogativas e vantagens pecuniárias cessados no ato de demissão’. Na prática, ele pede o reenquadramento imediato à classe de Delegado Especial da PF e o recebimento de todas as remunerações vencidas e a vencerem.
“Não se pode admitir que, pela natureza do suposto delito cometido pelo autor (Protógenes), qual seja, violação de sigilo funcional, este sofra pena tão gravosa como perda do cargo, pagamento de multa e prestação de serviços comunitários, tudo porque estava combatendo a corrupção e agindo pelo País”, sustenta Abdouni.
Segundo o advogado, Protógenes ‘não ganhou nada com sua conduta, muito pelo contrário só perdeu, o que deixa claro que agiu estritamente pelo País e pelo que julga correto, sempre em busca da verdade real’.
“A decisão que o condenou causa tamanha descrença, desesperança em relação ao sistema judiciário, chega até dar a impressão que os investigados na Operação Satiagraha tiveram melhor sorte que ele”, argumenta a defesa.
“Ainda que tenha havido violação de sigilo funcional, (Protógenes) jamais o fez com o intuito de cometer qualquer crime e lesar a Administração. Nunca. Muito pelo contrário, seu intuito era cumprir o seu mister de defender o País da corrupção e dos crimes organizados.” 
No pedido de revisão, a defesa sustenta. “A situação (do ex-delegado federal) é tão grave, que em função de não fazer mais parte da Polícia Federal, virou motivo de chacota por seus desafetos que foram encarcerados em outras operações coordenadas por ele. Além disso, passou a ser perseguido e ameaçado numa espécie de revanche destes. Não se pode esquecer que a Satiagraha não foi a única operação coordenada por Protógenes, foi ele que coordenou a operação que prendeu Hildebrando Pascoal, o caso da ‘motoserra’ no Acre, que é ex-deputado federal, Operação do caso Corinthians/MSI, Operação da ‘máfia do apito’, operação que prendeu o empresário chinês por contrabando Law King Chong, dentre outras, que foram muito bem sucedidas, lucrativas e estritamente ao interesse público.”
FONTE: FLIPBOARD
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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Procuradores ligam ira de Renan a ‘defesa de privilégios descabidos’


Em nota, Associação Nacional dos Procuradores da República reage a ataques do presidente do Senado contra juiz da Operação Métis e defende 'revisão e extinção' do foro privilegiado

Os procuradores da República atribuem a ira do presidente do Congresso Renan Calheiros (PMDB-AL) contra o juiz federal da Operação Métis à ‘defesa de privilégios descabidos’. Em nota divulgada nesta terça-feira, 25, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) repudiou a conduta do peemdebista que chamou de ‘juizeco’ o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília.
Vallisney autorizou a deflagração da Operação Métis, da Polícia Federal, contra policiais legislativos que teriam realizado varreduras ilegais em gabinetes e residências de senadores e ex-senadores para embaraçar a Operação Lava Jato.
“As declarações são tão mais graves porquanto advindas do chefe de uma das Casas do Poder Legislativo, de quem se deveria sempre esperar a defesa da democracia e da ordem jurídica, e não menosprezo aos demais poderes ou defesa de privilégios até territoriais absolutamente descabidos em uma República, e inexistentes na Constituição”, diz o texto da entidade que representa 1200 procuradores em todo o País.
A ANPR afirma que ‘não há cidadão, autoridade ou qualquer espaço público ou privado que esteja acima da Lei e da Constituição, ou a salvo de investigação e processo, quando presentes indícios de crime’.
Os procuradores defenderam Vallisney como o juiz da investigação da Operação Métis.
“A Constituição define expressa e exaustivamente os casos em que o foro judicial cabível é extraordinário, e nenhuma autoridade de tal rol foi atingida ou parece ser investigada na Operação Métis. O juiz natural no caso, portanto, é o juiz federal, que a exerce em nome do Estado com a mesma força e legitimidade com que o faria o Supremo ou qualquer outra corte se a jurisdição lhe coubesse”, apontam.
A nota é assinada pelo procurador regional da República, José Robalinho Cavalcanti. Para os procuradores, ‘em uma República não há lugar para privilégios’.
“A ANPR manifesta-se uma vez mais pela revisão e extinção dos foros especiais hoje previstos na Constituição, instituto anacrônico e nada republicano. E por maior razão ainda lamenta profundamente e repudia a tentativa que parece emanar da direção do Senado Federal de estender por vias interpretativas frágeis e tortas o foro privilegiado concedido a pessoa dos senadores à toda estrutura funcional e mesmo ao espaço físico do Senado Federal.”
A REAÇÃO DOS PROCURADORES
Nota de Repúdio
Operação Métis: Procuradores da República repudiam declarações de Renan Calheiros
Brasília (24/10/2016) – A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público lamentar e repudiar as palavras exaradas pelo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, desta segunda-feira, 24, no que tange a Operação Métis. As declarações são tão mais graves porquanto advindas do Chefe de uma das Casas do Poder Legislativo, de quem se deveria sempre esperar a defesa da democracia e da ordem jurídica, e não menosprezo aos demais poderes ou defesa de privilégios até territoriais absolutamente descabidos em uma República, e inexistentes na Constituição.
O respeito por todos devido e empenhado ao Poder Legislativo não pode ser estendido a palavras que infelizmente representaram um ataque não somente ao Juiz Federal responsável pela Operação Métis – nominado em infeliz declaração de “juizeco” pelo Presidente do Senado – mas a todo o sistema de Justiça, aos órgãos que nele atuam e ao estado de direito. Esta operação não foi a primeira a ter desdobramentos envolvendo funcionários ou dependências do Congresso Nacional, como outras já ocorreram em sedes de poderes Executivo, Ministério Público ou do próprio Poder Judiciário, o que é e sempre foi visto e tratado de forma absolutamente natural, desde que, como se deu também na Operação Métis, realize-se sob a ordem da autoridade judicial competente e de acordo com a lei. Qualquer inconformismo pode ser manifestado pelas formas e recursos próprios no devido processo legal.
Não há cidadão, autoridade ou qualquer espaço público ou privado que esteja acima da Lei e da Constituição, ou a salvo de investigação e processo, quando presentes indícios de crime. Por outro lado, a Constituição define expressa e exaustivamente os casos em que o foro judicial cabível é extraordinário, e nenhuma autoridade de tal rol foi atingida ou parece ser investigada na Operação Métis. O juiz natural no caso, portanto, é o Juiz Federal, que a exerce em nome do estado com a mesma força e legitimidade com que o faria o Supremo ou qualquer outra corte se a jurisdição lhe coubesse.
Em uma República não há lugar para privilégios. Todos são iguais perante a Lei e perante a Justiça. Por esta razão, a ANPR manifesta-se uma vez mais pela revisão e extinção dos foros especiais hoje previstos na Constituição, instituto anacrônico e nada republicano. E por maior razão ainda lamenta profundamente e repudia a tentativa que parece emanar da direção do Senado Federal de estender por vias interpretativas frágeis e tortas o foro privilegiado concedido a pessoa dos senadores à toda estrutura funcional e mesmo ao espaço físico do Senado Federal.
Confiam os Procuradores da República que tal retrocesso aos princípios democráticos e republicanos não encontrará guarida no Supremo Tribunal Federal; e findará por ser revisto pelo próprio Senado ao dar-se conta a Casa Legislativa de que a democracia e a federação que representa são incompatíveis com privilégios e imunidades que nada têm a ver com o cumprimento de suas funções constitucionais.
É dever do Estado, sempre que se deparar com possíveis atos ilícitos, tomar as providências cabíveis, procedendo à investigação e apuração de forma técnica e impessoal, sem olhar a quem. Esses são os valores que norteiam os países onde vigora o Estado de Direito. Sendo assim, a ANPR endossa as palavras da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), solidarizando-se com o Juiz da 10ª Vara Federal de Brasília/DF, Vallisney de Souza Oliveira, responsável pela Operação Métis, e com o Procurador da República Frederico Paiva, promotor natural do caso. Ambos agiram de forma escorreita, cuidadosa e respeitosa para com lei e para com a democracia e as instituições.
Representando mais de 1200 procuradores da República, a ANPR confia ainda nas instituições e no respeito e harmonia entre os poderes independentes da República Federativa do Brasil.
José Robalinho Cavalcanti
Procurador Regional da República
Presidente da ANPR

FONTE > Estadão

Fracassa tentativa de Temer de debelar crise entre os poderes


BRASÍLIA (Reuters) - Terminou em fracasso a tentativa do presidente Michel Temer de articular uma reunião entre os presidentes dos três poderes para debelar a crise que se instalou a partir da deflagração da operação Métis, na qual policiais legislativos foram presos, depois que a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, declinou do convite.

Temer decidiu chamar a reunião a pedido do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que afirmava ser necessário "pôr ordem na divisão entre os Poderes". O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), --que nesta terça-feira defendeu a posição de Renan-- concordou. Cármen Lúcia, no entanto, estaria com a agenda cheia, segundo sua assessoria, e não poderia participar.
A resposta da ministra enterrou a iniciativa e ajudou a alimentar a crise, que o Palácio do Planalto pretendia enterrar o mais brevemente possível para não atrapalhar as votações no Congresso --especialmente da Proposta de Emenda à Constituição que cria o teto para os gastos da União e que deve chegar nos próximos dias ao Senado.
A reação de Renan já havia sido dura na sexta-feira, dia em que a operação prendeu quatro policiais legislativos --inclusive Pedro Carvalho, diretor da polícia do Senado-- acusados de tentar atrapalhar as investigações da operação Lava Jato.
Na segunda-feira, o presidente do Senado subiu o tom, chamando de "juizeco" o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, responsável por autorizar a operação. Renan ainda chamou de "chefete de polícia" o ministro da Justiça que, orientado pelo Planalto, evitou responder.
A presidente do STF, no entanto, tomou para si a ofensa ao Judiciário.
"O que não é admissível é que, fora dos autos, qualquer juiz seja diminuído ou desmoralizado, porque, como eu disse, quando um juiz for destratado, eu também sou, qualquer um de nós juizes é", disse nesta terça-feira, durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da qual também é presidente.
Oficialmente, Temer tentou se manter afastado da crise, fazendo apenas um papel de mediador. Nesta terça-feira, ao conversar novamente com Renan e tentar marcar o encontro entre os presidentes dos três Poderes, o presidente tentou apenas, segundo seus auxiliares, usar seus poderes de mediador para evitar que a crise crescesse e afetasse o Executivo.
Inicialmente, Temer havia imaginado reunir todas as partes em uma reunião sobre segurança pública, na sexta-feira, no Palácio do Itamaraty, mas cedeu ao pedido de Renan para uma reunião apenas com os chefes dos três poderes.
Em entrevista no Senado, esta tarde, Renan disse claramente que "teria muita dificuldade de participar de qualquer encontro com o ministro da Justiça que protagonizou um espetáculo contra o Legislativo".
Com o fracasso da reunião desta quarta-feira, Temer avalia, segundo uma fonte palaciana, deixar a reunião sobre segurança para a próxima semana, em uma tentativa de esfriar os ânimos. O aumento da temperatura preocupa o presidente, que vê riscos concretos da crise afetar a agenda do Executivo.
Na entrevista que deu nesta tarde, Renan deu uma declaração que pode ser vista como uma ameaça velada nesse sentido.
"Já aprovamos esse calendário de tramitação, inclusive com data marcada... Nós temos muitas dificuldades no Brasil, temos todos a preocupação de não deixá-las transbordar para uma crise institucional. Eu espero que essas dificuldades não atrapalhem o calendário que já aprovamos", o presidente do Senado.
FONTE : flipboard

Críticas de Renan a juiz geram troca de farpas entre Poderes




BRASÍLIA  - As duras declarações do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que classificou de "juizeco" um magistrado que autorizou uma operação da Polícia Federal contra policiais legislativos da Casa, gerou uma troca de farpas entre representantes dos três Poderes nesta terça-feira.
A primeira reação aconteceu ainda pela manhã, quando a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, a chefe do Judiciário, saiu em defesa da magistratura. Ela foi acompanhada por notas dos juízes da Justiça Federal do Distrito Federal, que autorizou a operação da PF na semana passada, e de procuradores.

Na outra ponta, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), representando o Legislativo, defendeu Renan ao mesmo tempo que buscou colocar panos quentes na situação, enquanto o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, pelo Poder Executivo, concordou com a reclamação feita pelo presidente do Senado.
A reação mais dura e de maior calibre às declarações de Renan vieram da presidente do Supremo, que exigiu respeito ao Judiciário e que não é admissível que qualquer juiz seja "diminuído ou desmoralizado".
"Numa democracia o juiz é essencial como são essenciais os membros de todos os outros Poderes... que nós respeitamos. Mas exigimos o mesmo e igual respeito", disse a ministra em sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ela também preside, sem citar nomes.
"O Brasil é pródigo em leis que garantem que qualquer pessoa possa questionar e questione pelos meios recursais próprios os atos (de juízes). O que não é admissível é que, fora dos autos, qualquer juiz seja diminuído ou desmoralizado, porque, como eu disse, quando um juiz for destratado, eu também sou, qualquer um de nós juizes é", acrescentou.
Na segunda, Renan disse que "um juizeco de primeira instância não pode a qualquer momento atentar contra um Poder", referindo-se ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara de Justiça Federal do Distrito Federal, que autorizou a ação da Polícia Federal que na última sexta-feira resultou na prisão de quatro integrantes da polícia legislativa do Senado.
Os agentes foram detidos por conta de varreduras em residências de senadores em conduta interpretada como nociva às investigações da operação Lava Jato.
Renan prometeu ingressar com uma ação no próprio STF pedindo que a corte se pronuncie sobre as competências de cada Poder da República.
Um dos ministros mais próximos do presidente Michel Temer, Padilha disse concordar com a reclamação de Renan de que a ação da PF deveria ter sido autorizada pelo STF e não por um magistrado de primeira instância.
"Eu pessoalmente entendo o presidente Renan quando diz que o diálogo com o Senado tem que ser estabelecido pela Suprema Corte. Ele tem razão. Essa é uma posição pessoal, não do governo, mas penso que ele poderia ter pedido, como pediu, que a relação se estabelecesse com o Supremo Tribunal Federal", disse o ministro.
JUIZES E PROCURADORES
Os juízes da Seção Judiciário do Distrito Federal, onde atua Oliveira, também reagiram em tom elevado às declarações de Renan em uma nota de "repulsa" aos comentários do presidente do Senado e disseram defender o ajuizamento de uma ação no Supremo para delimitar as ações de cada um dos Poderes.
"É imprescindível, para o bom funcionamento das instituições do país, que certas categorias de servidores públicos não avancem em atribuições constitucionais conferidas a outras, como no caso das polícias legislativas, com relação à polícia judiciária", diz a nota, acrescentando que os policiais legislativos são "subordinadas a autoridades investigadas, o que lhes suprime a necessária autonomia".
"Impressiona saber que o presidente do Senado e do Congresso Nacional, sob o equivocado e falacioso argumento de um 'Estado de Exceção', e com sério comprometimento das relevantes atribuições de seu cargo, permita-se aviltar o tratamento respeitoso devido a outra autoridade..., isso sim a criar um cenário de instabilidade e a colocar em severa dúvida se é o Estado republicano, democrático e de Direito que realmente se busca defender."
Também em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) atacou as declarações de Renan.
"As declarações são tão mais graves porquanto advindas do chefe de uma das Casas do Poder Legislativo, de quem se deveria sempre esperar a defesa da democracia e da ordem jurídica, e não menosprezo aos demais Poderes ou defesa de privilégios até territoriais absolutamente descabidos em uma República, e inexistentes na Constituição", afirmou a ANPR.
EQUILIBRISTA
Presidente da Câmara, Maia defendeu a posição de Renan, ao mesmo tempo que disse compreender a posição externada pela presidente do STF e fez uma defesa da harmonia entre os Poderes.
"Acho que cada momento um defende a sua instituição. Já foi feito isso. A Cármem Lúcia defendeu a independência do Judiciário, Renan a independência do Legislativo, e agora está num segundo momento na hora de garantir a harmonia entre os Poderes", disse Maia.
(Por Lisandra Paraguassu e Maria Carolina Marcello, em Brasília; Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Eduardo Simões, em São Paulo)
FONTE : flipboard

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Vendas de areas pelo governo do estado


mais uma do geraldo alckimin (PSDB)
que autoriza a vende de grandes areas em jundiai
para cobrir rombos do estado
isso é uma vergonha

veja a repoertagem no link abaixo

http://www.jj.com.br/noticias-29288-estado-vai-se-desfazer-de-area-do-instituto-agronomico-de-jundiai

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Vidente que previu morte de Eduardo Campos faz previsões ‘catastróficas’ para famosos

Nos próximos dias será divulgado um escândalo envolvendo uma pessoa que ninguém nem desconfia estar envolvido. Na próxima eleição, a maioria dos políticos não serão reeleitos. Cunha vai cair também.



O vidente afirma, DILMA vai cair junto com LULA até final de abril, Temer vai renunciar e teremos novas eleições. O que você acha disso?? ele fez outras revelações bombásticas…Claro que não precisa ser nenhum vidente para ver o que Brasil está de mal a pior…  O vidente José Ferreira dos Santos, mais conhecido como Carlinhos, ficou famoso por ter acertado o resultado da Copa do Mundo de 2014 e a morte de Eduardo Campos no mesmo ano. Morador de Apucarana, ele agora fez previsões ‘catastróficas’ para o Brasil e para diversos famosos como Zezé De Camargo, Neymar Junior e Ana Maria Braga.
Em entrevista ao programa ‘Manhã da Globo’, da Rádio Globo de Foz do Iguaçu, o vidente também falou sobre as Olimpíadas deste ano, da política e economia brasileira e de grandes desastres naturais. Confira as principais previsões:
POLÍTICA
Até o mês de abril ‘a casa cai’ para a presidente Dilma e também para o ex-presidente Lula. O vice Temer vai renunciar e, de acordo com o vidente, teremos novas eleições. Aécio Neves, Marina Silva, Ciro Gomes e Álvaro Dias concorrerão, mas o primeiro será envolvido em escândalos de corrupção e o vencedor das votações será o atual senador Álvaro Dias.
Nos próximos dias será divulgado um escândalo envolvendo uma pessoa que ninguém nem desconfia estar envolvido. Na próxima eleição, a maioria dos políticos não serão reeleitos. Cunha vai cair também.
Nos próximos 7 a 8 meses ocorrerão distúrbios nas fronteiras. O vidente fala de estrangeiros vindo ao Brasil convocados por ‘movimentos sociais’ para defender a presidente Dilma.
CRISE ECONÔMICA
Carlinhos não vê a situação melhorar em pouco tempo e ainda manda um aviso ao juiz Sérgio Moro: “Não desista, que os Estados Unidos vão entrar na causa”.
CATÁSTROFES NATURAIS
Segundo as previsões do vidente, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem sofrer com alterações climáticas. “O mar vai cobrar muito do Brasil”, disse ele. Fortaleza (CE), Santos (SP) e partes do estado do Espírito Santo serão castigados com ventos fortes e mar revolto. Em Balneário Camboriú (SC), três ou quatro quarteirões da beira-mar serão engolidos pelas águas.
O vidente atende pessoas individualmente, mas não cobra pelas consultas. Quem pode, contribui com alimentos não perecíveis. Segundo Carlinhos, seu trabalho mediúnico só requer em troca a caridade.
FAMOSOS
Dois apresentadores famosos da Rede Globo devem morrer até o mês de março de 2017. O SBT também perderá dois apresentadores e na Band, um dos proprietários morrerá. Na música sertaneja, dois grandes artistas falecerão. Zezé de Camargo terá sérios problemas de saúde relacionados a sua garganta, fazendo com que Luciano siga carreira solo.
O vidente ainda disse que Sílvio Santos deve sair da TV até o meio do ano que vem, e que Neymar Junior, além dos problemas com a justiça, enfrentará uma lesão que o deixará de 4 a 5 meses de molho. Ainda segundo as previsões do vidente, Ana Maria Braga deve sair da televisão para cuidar da saúde.
OLIMPÍADAS
Segundo Carlinhos, os jogos serão uma tragédia, marcada por desorganização, Aedes Aegypti, caos na saúde e crimes. Muitos turistas serão roubados (isso já era de se prever). “Eu vejo bombas explodindo no Rio de Janeiro e não serão os terroristas, serão os criminosos daqui mesmo”,alertou.


terça-feira, 1 de março de 2016

ISSO É NOSSOS POLITICOS


Tratar um cidadão desta forma você poderá esperar o que de um imbecil como este?
Quem sera mesmo o vagabundo dentro deste cenário?
Tratar uma pessoa humilde que estava com dor de dente e procurando o hospital para resolver sua dor .....

terça-feira, 18 de novembro de 2014

APAGÃO NATAL E ANO NOVO 2014


DEVIDO A FALTA DE CHUVAS E GRANDE ESTIAGENS NO BRASIL 
,OS ESPECIALISTAS ESTÃO ACREDITANDO QUE HAVERÁ UM GRANDE APAGÃO NO NATAL E ANO NOVO ,
SERÁ QUE TEREMOS APAGÕES COMO NO GOVERNO DO FERNANDO HENRIQUE 
,POR QUE OS POLITICO NÃO TOMARAM PROVIDENCIAS ?
FICAM ESSAS E INÚMERAS PERGUNTAS PELA QUAL OS POLÍTICOS NÃO FAZEM E NÃO VÃO FAZER NADA POR NÓS .
ELES ESTÃO PENSANDO SÓ NELES E O POVO QUE SE DANE .
 MAS O QUE OS ESPECIALISTAS PREVEM É QUE DEVIDO AO AUTO CONSUMO NESSES PERÍODOS PODEMOS FICAR TODOS SEM ENERGIA , CAUSANDO SOBRE  CARGA NOS SISTEMAS , PELA FALTA DE ÁGUA E CONSUMO EXCESSIVO . 

BLACKOUT 10/11/2014

Agora com maiores informações, podemos dizer o que realmente houve, ou o que pelo menos falaram que houve.
Ontem (10/11) por volta das 22:00 hs, houve um blackout em parte dos estados do Brasil e também do Paraguai. Ao acessar o Twitter a unica coisa que se tinha eram notícias sobre o apagão e pessoas tentando entender o que houve.
Eu liguei o rádio para saber se tinham algumas informações sobre o ocorrido e não deu outra, a rádio Jovem Pam de São Paulo estava em linha direta com alguns dos responsáveis pelo sistema de energia elétrica do Brasil.
“O que houve foi um problema climático como um raio, na usina de Itaipu que pode ter derrubado uma ou mais linhas da usina, sendo assim os nossos sistemas que são “automatizados” desligaram algumas linhas para que não houvesse um problema maior“, palavras do Presidente da usina de Itaipu.
Durante a entrevista foi cogitado a dependência do Brasil em relação a uzina de Itaipu, e o presidente afirmou que o Brasil realmente é dependente, e que Itaipu é responsável por 20% da energia elétrica do Brasil.
“Se houver um desligamento da usina de Itaipu, haverá muita carga para pouca geração, os sistemas de energia que são automatizados irão fazer o desligamento para que não haja nenhum problema maior, sendo assim haverá um blackout“, disse um dos responsáveis pelo sistema da AES Eletropaulo.
Baseando no que o presidente da usina de Itaipu, o responsável pelo sistema de energia elétrica e um dos responsáveis pelos sistemas da AES Eletropaulo falaram, “o sistema de energia elétrica do Brasil é completamente interligado e automatizado“. Apesar de um ataque hacker ter sido descartado, não é preciso ser um gênio para saber que isso não trás segurança para nós. No caso de uma invasão ao sistema de energia elétrica, bastaria um simples desligamento de Itaipu para deixar grande parte do Brasil sem energia. E como todos nós sabemos nenhum sistema é 100% seguro!

FONTE: NOTICIAS 
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domingo, 22 de junho de 2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A MAFIA DO VOTO NO BRASIL


UMA MÁFIA: Fantástico mostra como funciona a corrupção política
Candidatos recorrem até a empréstimos ilegais para se elegerem no Brasil, revela matéria do Fantástico, exibida na TV Globo, dia 08 de junho de 2014.

Indicação de postagem: João Silva
FONTE : TV Revolta

terça-feira, 3 de junho de 2014

domingo, 1 de junho de 2014

domingo, 25 de maio de 2014

PT, PSDB e PSB montam estratégias para conter boatos nas redes sociais


Partidos monitoram informações sobre candidatos e cogitam ir à Justiça.
Informações falsas são difundidas em massa por e-mails e sites.

A menos de cinco meses das eleições, PT, PSDB e PSB se organizam para monitorar e combater a guerra de insultos e boatos contra os principais candidatos à Presidência da República na internet, sobretudo nas redes sociais.
Anônimas, as publicações reproduzidas em massa por meio de e-mails, Facebook e Twitter são vistas pelos partidos políticos como potenciais ameaças às campanhas oficiais.
O lamentável é que existe um gansgsterismo digital. A gente, quando atua enquanto PT, a gente bota a nossa marca. O que sair na rede do PT é responsabilidade nossa. Esses caras não têm compromisso com a verdade."
Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, coordenador de
O vice-presidente nacional do PT, Alberto Cantalice, que coordena área de redes sociais do partido, disse que está “coletando” todos os posts ofensivos a lideranças petistas e à presidente Dilma Rousseff para pedir à Justiça Eleitoral que sejam retirados do ar.
Para ele, existe um “gangsterismo” na internet, com a reprodução de informações “inverídicas” e “ofensivas” sobre os candidatos à Presidência da República.
“Estamos juntando tudo o que é feito para exigir a retirada disso na Justiça. Somos contra a censura, mas cada um tem que ter responsabilidade pelo que diz. Vamos querer a responsabilização dessas pessoas que difamam as lideranças e candidatos do PT”, afirmou.
Cantalice disse ainda que tenta, por meio do Facebook oficial do PT, “desmentir mentiras” divulgadas na internet sobre os governos de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Fizemos recentemente uma postagem com as 13 mentiras contadas sobre o PT, desmistificando um por um os boatos lançados. O lamentável é que existe um gansgsterismo digital. A gente, quando atua enquanto PT, a gente bota a nossa marca. O que sair na rede do PT é responsabilidade nossa. Esses caras não têm compromisso com a verdade”, disse o dirigente petista sobre publicações anônimas que circulam na internet.
Quando percebermos que existe por trás do boato divulgado na internet a máquina do partido adversário ou uma voz oficial com o objetivo de desequilibrar a campanha, vamos à Justiça Eleitoral cobrar a punição dos responsáveis."
Deputado Carlos Sampaio (SP), secretário jurídico do PSDB
O PSDB montou uma equipe para monitorar a circulação de informações na internet e adotar providências nos casos de divulgação por militantes das siglas adversárias de dados considerados “falsos”.
“Temos um escritório cuidando de monitorar ações criminosas, que transgridam as regras eleitorais. Quando percebermos que existe por trás do boato divulgado na internet a máquina do partido adversário ou uma voz oficial com o objetivo de desequilibrar a campanha, vamos à Justiça Eleitoral cobrar a punição dos responsáveis”, disse o secretário jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP).
O tucano reconheceu, porém, que é difícil identificar a autoria das informações que circulam pela internet. Ele criticou, por exemplo, boatos na rede de que o candidato Aécio Neves acabará com o programa Bolsa Família caso seja eleito presidente.
“É muito difícil identificar o autor dos boatos. Não nos preocupa tanto a informação produzida e repassada por internautas, mas sim os boatos encabeçados por partidos ou candidatos adversários”, disse Sampaio.
Com menor tempo de rádio e televisão, o PSB pretende usar a internet como arma de campanha, divulgando as plataformas do candidato Eduardo Campos no Facebook, Twitter, Instragram, Youtube e Flickr.
PSB pretende usar a internet como arma de campanha, divulgando as plataformas do candidato Eduardo Campos no Facebook, Twitter, Instragram, Youtube e Flickr. Estratégia para reduzir o impacto dos boatos será a ampla divulgação das propostas de Campos nas redes sociais.
Segundo integrantes do partido ouvidos peloG1, a estratégia para reduzir o impacto dos boatos será a ampla divulgação das propostas de Campos nas redes sociais.
Twitter e Facebook
Paralelamente aos esforços do partido, as próprias redes sociais se preparam para atender a eventuais determinações da Justiça Eleitoral, como a retirada do ar de conteúdos que afrontem a lei eleitoral.
A assessoria do Facebook informou ao G1 que tem uma equipe atuando dia e noite para analisar conteúdos denunciados.
“O Facebook está preparado para atender às demandas da Justiça Eleitoral e tem uma equipe que opera 24 horas por dia e sete dias por semana para analisar qualquer tipo de conteúdo denunciado por meio do site”, disse a assessoria em nota.
O site de relacionamento ressaltou que não “não age espontaneamente sobre conteúdo que esteja de acordo com suas políticas e termos da comunidade”, mas atende “determinação de autoridade que tenha a atribuição de avaliar se o conteúdo é legal ou não".
O Twitter informou não ter política específica para atuação em campanha eleitoral, mas adota regras para controlar conteúdos fraudulentos, perfis falsos e uso incorreto de marcas registradas por usuários.
Interação
Para especialistas ouvidos pelo G1, a chamada “guerrilha de internet” pode acabar prejudicando a campanha eleitoral, reduzindo o espaço de discussão programática.
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Para o especialista em redes sociais Lúcio Teles, professor da Universidade de Brasília, os comitês de campanha podem minimizar os danos monitorando a divulgação de boatos, esclarecendo as informações falsas e se distanciando desse tipo de militância.
Segundo ele, posts agressivos, com montagens de fotos e informações falsas podem  acabar favorecendo o próprio candidato que a militância procura ofender e atrapalham a campanha oficial promovida pelos partidos políticos.
“As equipes de campanha precisam tomar cuidado, porque esses ataques ferozes sem informação sólida podem prejudicar. Grande parte dos eleitores não se motiva positivamente com baixaria e palavras de baixo calão. Então, esses ataques anônimos têm que ser claramente separadas da política de campanha oficial”, afirmou.
Professor titular da USP e consultor político e de comunicação, Gaudêncio Torquato diz que cada candidato, em especial Dilma e Aécio, contam com “exércitos” que certamente farão guerra de “versões e contraversões” na internet.
“Alguma boataria pode até colar, algum discurso, por exemplo, no sentido de que um candidato pode cortar um ou outro programa, mas haverá contrarreação, e os exércitos na internet, que estão muito afinados, vão reagir”, declarou.
Os dois professores concordam que a internet deve ser aproveitada pelos partidos como espaço de interação com o eleitor, em vez de ser utilizada somente para propagar informações ou “versões”. 
“Há participação cada vez mais intensa por parte dos usuários da internet no processo político, o que é saudável. Grande parte dos eleitores que não tem acesso aos jornais diários têm acesso à internet”, disse Torquato.
Para Lúcio Teles, o candidato que se dispuser a dialogar diretamente com o internauta por meio de redes sociais vai ter vantagem na campanha.
“Quem ganha é quem puder dialogar com o eleitor na internet de forma continuada. Os candidatos não mais terão de fazer a campanha somente em comício, mas também interagir continuamente com os eleitores pelas redes sociais.”
O professor afirma ainda que a internet será instrumento importante para medir a resposta dos eleitores às campanhas tradicionais- programa de TV e comícios.
“Caberá às equipes dos candidatos avaliar, por meio da internet, a resposta da população às propagandas tradicionais, aos debates televisivos. Eles têm que monitorar a internet para identificar as posições do eleitor e através disso saber as fraquezas.”